O Estado Das Coisas
Hoje, como milhares de portugueses, comprei o jornal SOL. Tenho tentado manter-me à parte da actualidade, mas chega a um ponto em que a ignorância se torna demasiado pesada. A liberdade de imprensa assim como a liberdade de expressão é um direito e entendo também que um dever. Nós que gostamos de escrever, nós que estudamos para ser jornalistas, nós que não estudamos e o somos, nós que preferimos a verdade incómoda e nós que preferíamos não saber, todos nós merecemos saber o estado das coisas.
A questão do segredo de justiça não se torna irrelevante, mas imagino o seguinte, se eu tivesse acesso às escutas do processo Face Oculta e tivesse conhecimento desses estratagemas para deturpar a verdade e suprimir o direito à mesma. Não me sentiria em pleno direito e dever de o comunicar? O SOL, os seus dirigentes, ao publicar esta edição 179 arriscam-se de uma multa a pena de prisão, contudo, se esta edição não saísse, o crime perpetuado pelos arguidos do caso face oculta seria uma espécie de ilusão. Os portugueses não saberiam o que constava nessas escutas, não teriam conhecimento das verdadeiras intenções deste governo e mais uma vez ficaríamos à sombra, na ignorância. Defendo que todos nós tínhamos o direito de saber. Quando na verdade tínhamos vários motivos para já saber, os indícios estavam lá… A tentativa de aquisição da TVI pela PT, o final do Jornal Nacional da TVI, a demissão da Manuela Moura Guedes, a não publicação da crónica do jornalista Mário Crespo no Jornal de Notícias, a desproporcionalidade de publicidade do Estado no grupo Cofina em relação aos outros meios de comunicação. Realmente o estado das coisas é vergonhoso. Como refere o editorial do semanário: o SOL exerce a missão mais nobre do jornalismo: trazer à luz do dia aquilo que o poder pretendia camuflar. Um jornal só pode sobreviver se não se vergar a nenhum poder. E a imprensa só terá futuro se trouxer novidades, informações verdadeiras mesmo que incómodas, revelações inesperadas. No dia em que os leitores só se dirigirem às bancas por hábito ou por inércia, a imprensa estará condenada.
Colegas, lembram-se melhor porque um dia quiseram ser jornalistas?
A Moda sofre também a sua perda. Faleceu um dos criadores de moda mais talentosos da actualidade, Lee McQueen designer e fundador da casa Alexander McQueen foi encontrado sem vida em sua casa esta sexta-feira. É uma pena que o mundo seja cruel demais para aguentar certos dias. McQueen deixa um rastro de estrela atrás dele.
A fase é negra, concordo. A taxa de desemprego, o défice, nem a Natureza se consegue conter de fazer estragos. Não me relaxa saber que podia ser pior, mas sim saber que somos capazes de melhor. Muito melhor.
Showing posts with label She Heart. Show all posts
Showing posts with label She Heart. Show all posts
Friday, February 12, 2010
Thursday, February 4, 2010
A Quinta Da Andreia
Label
She Heart
Diz-me

Uma coisa... como imaginas a tua vida daqui a dez, quinze anos?
Thursday, January 28, 2010
A Quinta Da Andreia
Label
She Heart
Tre Metri Sopra Il Cielo
Pela música e pelo filme, ambos um pouco antigos. Tre Metri Sopra Il Cielo, tês metros acima do céu, baseado no romance homónimo de Frederico Moccia é sem dúvida alguma um bom filme para quem gosta de histórias de amor, cromossomas XY e XX. Quando vi este filme a primeira vez surpreendeu-me acima de tudo ter ficado surpreendida com uma história de amor que tinha tudo para ser banal e no final deixa uma marca tão profunda. Muito muito bonito.
Li isto em algum lado e gostava de partilhar: só vivendo os sonhos se conhece o mundo.
Espero que pelo menos uma parte de vós esteja a conhecer o mundo.
Happy B'day, Cathy!
Rainbows & buterflies
Pela música e pelo filme, ambos um pouco antigos. Tre Metri Sopra Il Cielo, tês metros acima do céu, baseado no romance homónimo de Frederico Moccia é sem dúvida alguma um bom filme para quem gosta de histórias de amor, cromossomas XY e XX. Quando vi este filme a primeira vez surpreendeu-me acima de tudo ter ficado surpreendida com uma história de amor que tinha tudo para ser banal e no final deixa uma marca tão profunda. Muito muito bonito.
Li isto em algum lado e gostava de partilhar: só vivendo os sonhos se conhece o mundo.
Espero que pelo menos uma parte de vós esteja a conhecer o mundo.
Happy B'day, Cathy!
Rainbows & buterflies
Thursday, January 21, 2010
A Quinta Da Andreia
Label
Cat Power,
Joss Stone,
She Heart
A Minha Música
Boa noite!
Ouviram a música da semana passada? Adoro a letra, mas acima de tudo adoro a voz e o jeito da Cat Power. É a minha mais recente paixão. Acontece com as músicas como com as pessoas. Por vezes, ouvimos e adoramos logo e queremos ouvir o tempo todo, a empatia. Com as pessoas é igual, nos primeiros 30 segundos causamos e causam impacto em nós. 30 segundos é tão pouco tempo mas o suficiente para criarmos ideias sobre um rosto, uma voz, um acto. Depois existem aquelas que nos surpreendem e depois de tanto ouvir aprendemos a gostar. Ah, quem não gosta de música não gosta de pessoas, acham bem? Uma música... seja para relaxar, para dançar, para cantar no carro, para beijar, para cruzar todas as ruas até ao trabalho, para fazer amor, para dedicar, para ouvir, para sentir. Preciso tanto de música como de pessoas.
Mas há pessoas que fazem muita falta. Parabéns, Telminha! Sabes como é I miss you like crazy. Nem sei o que se passa nas vossas vidas agora. Acho que encaro as quintas como um chá de lúcia-lima na ESE. É bom este momento convosco.
Ah, a Joss Stone vem a Portugal... a 14 de Fevereiro no Coliseu do Porto e 15 em Lisboa.

Ouviram a música da semana passada? Adoro a letra, mas acima de tudo adoro a voz e o jeito da Cat Power. É a minha mais recente paixão. Acontece com as músicas como com as pessoas. Por vezes, ouvimos e adoramos logo e queremos ouvir o tempo todo, a empatia. Com as pessoas é igual, nos primeiros 30 segundos causamos e causam impacto em nós. 30 segundos é tão pouco tempo mas o suficiente para criarmos ideias sobre um rosto, uma voz, um acto. Depois existem aquelas que nos surpreendem e depois de tanto ouvir aprendemos a gostar. Ah, quem não gosta de música não gosta de pessoas, acham bem? Uma música... seja para relaxar, para dançar, para cantar no carro, para beijar, para cruzar todas as ruas até ao trabalho, para fazer amor, para dedicar, para ouvir, para sentir. Preciso tanto de música como de pessoas.
Mas há pessoas que fazem muita falta. Parabéns, Telminha! Sabes como é I miss you like crazy. Nem sei o que se passa nas vossas vidas agora. Acho que encaro as quintas como um chá de lúcia-lima na ESE. É bom este momento convosco.
Ah, a Joss Stone vem a Portugal... a 14 de Fevereiro no Coliseu do Porto e 15 em Lisboa.
Thursday, January 14, 2010
Thursday, January 7, 2010
A Quinta Da Andreia
Label
She Heart
País das Maravilhas
Só para começar acho que continuo a mesma, não fiquem preocupados, nem desapontados. Sou a mesma Andreia que alguns de vocês conheceram e gostaram mais ou menos. Estou apenas a caminhar num terreno novo e a descobrir um mundo tão diferente, tão revoltante. É uma fase estranha. Eu sei que muitos de vocês se identificam com a minha frustração. As minhas frustrações.
Eu fui para a universidade porque quis e não porque os meus pais me obrigaram ou porque não me apetecia ir trabalhar. Eu nunca imaginei outra coisa senão seguir para a universidade e viver todas aquelas experiências, o conhecimento. Eu sempre aprendi por gosto e nunca por obrigação. A longo prazo pensei que as boas notas, os pequenos esforços por dar o melhor, as noites acordada a formatar trabalhos, a escolher imagens, a discutir por um ponto ou uma vírgula, pensei que tudo isto me trouxesse um futuro melhor. Um futuro em algo que gostasse. Eu fiz o secundário na área de científico-natural, pensei por lógica seguir algo relacionado com saúde, por pensar que talvez me garantisse um futuro melhor. Mas quando chegou a altura de preencher o boletim coloquei em segunda opção um politécnico de que nunca tinha ouvido falar numa cidade que nunca tinha visitado que calhou de ser opção porque era a única escola que tinha como específicas para o curso de comunicação social disciplinas que eu tinha para utilizar. Não foi uma escolha racional, foi simples paixão por isto que estou a fazer. Calhou de ser assim, acho que cada um de nós tem a sua história. Acabei o curso com um currículo aceitável, uma boa média, Erasmus nos Países Baixos e um estágio no maior evento de moda do país. Isto para pôr as coisas bonitas e compreensíveis. Quando comecei a procurar emprego descobri que ia ser muito difícil, eu não esperava que fosse fácil, mas como de uma forma ou de outra sempre consegui fazer o que queria sempre tive esperança. Mas depois descobri que não serve de nada ter esperança ou princípios. Quando arranjei um emprego aprendi que ter um emprego não é tudo.
É este o estado do nosso país. Dizem-nos que devemos estudar para depois não construir nenhum tipo de apoio a licenciados. Eu inscrevi-me no centro de emprego e nunca mais ouvi falar deles. Neste país o que se valoriza num empregado? É o conhecimento? É a experiência? É a aparência? É o quê afinal? O que é que um licenciado tem de fazer para arranjar trabalho? Pelos vistos ser fodido.
É óbvio que me chateia. Me desilude. Me deixa menos feliz com uma realidade tão cruel que chega a ser ridícula.
Há coisas que me deixam mesmo possessa. Agora o simples facto de entrar numa loja de roupa deixa-me irritada e eu delirava com os saldos. Até há bem pouco tempo eu não sabia que as meninas que lá estão a dobrar quando a loja fecha ainda têm meia hora, uma hora, duas horas de trabalho pela frente para dobrar a roupa toda. Essas horas na maioria das lojas não são pagas. Eu tenho de entrar antes da hora, sair depois da hora e sorrir o dia inteiro. Trabalhar de graça enoja-me. Não me venham com tretas que temos que nos esforçar e ser bons empregados. Não estou a ser mal agradecida, nem exigente, estou a ser justa. Sou mal paga, trabalho fora de horas, abdico de ter uma vida. Contudo assim que eu deixar o meu trabalho outra irá aparecer para o ocupar. Neste país inteiro existem centenas, milhares de pessoas a trabalhar nestas condições, a sujeitar-se.
Como muitos de nós licenciados se sujeitam a estágio após estágio após estágio… Não acho justo, porque não é justo. As entidades empregadoras queixam-se dos encargos que um empregado traz, as despesas, mas eu não conheço um só empregado que seja mais rico que o patrão. Alguém conhece? É um país de tios patinhas, de invejosos. Não percebo como só o Alentejo está recheado de comunistas.
Ando chateada com isto, estou a dobrar os lotes de roupa e a pensar nestas coisas. Sinto-me péssima, sinto que de alguma forma faço parte de uma conspiração que só lixa os mais pobres. Mas lá está, também eu tenho de me sujeitar a algo que é contra os meus princípios. Também eu sou cobarde. Não estou deprimida, não desisti da vida, mas não é isto que quero para mim e enquanto não mudar não me posso calar, não me vou contentar. É só isso. Não estou a pensar que o mundo é cinzento, nem a preto a branco. Para mim o mundo será sempre colorido. Mas não posso ter um bom emprego neste país? O estado tem de comer quase um quinto do MEU miserável salário? Porque é que se queixam de falta de mão-de-obra qualificada se muitos licenciados estão esquecidos e nem para os números do desemprego contam? Que não haja nenhuma logística entre as três companhias de autocarro que fazem a viagem entre Braga e Vila Verde e que põem os autocarros a sair quase às mesmas horas para depois só passado uma ou duas horas teres um autocarro novamente, vá, é idiota mas ainda se compreende. Mas estamos a falar de um país civilizado que fecha os olhos a tudo o que não convém ver. Um país inteiro que foi abanando a cabeça e silenciando tudo o que não convinha dizer. O Salazar morreu há muito tempo. A escravatura devia estar no passado. O problema não é a crise, nem a gripe A, nem os casamentos entre homossexuais, o problema vem de longe é estrutura, logística e coerência. Três coisas que faltam no nosso país. Acima de tudo isto respeito. Porque se para poder Viver tenho de mudar de país então algo está verdadeiramente errado.
Só para começar acho que continuo a mesma, não fiquem preocupados, nem desapontados. Sou a mesma Andreia que alguns de vocês conheceram e gostaram mais ou menos. Estou apenas a caminhar num terreno novo e a descobrir um mundo tão diferente, tão revoltante. É uma fase estranha. Eu sei que muitos de vocês se identificam com a minha frustração. As minhas frustrações.
Eu fui para a universidade porque quis e não porque os meus pais me obrigaram ou porque não me apetecia ir trabalhar. Eu nunca imaginei outra coisa senão seguir para a universidade e viver todas aquelas experiências, o conhecimento. Eu sempre aprendi por gosto e nunca por obrigação. A longo prazo pensei que as boas notas, os pequenos esforços por dar o melhor, as noites acordada a formatar trabalhos, a escolher imagens, a discutir por um ponto ou uma vírgula, pensei que tudo isto me trouxesse um futuro melhor. Um futuro em algo que gostasse. Eu fiz o secundário na área de científico-natural, pensei por lógica seguir algo relacionado com saúde, por pensar que talvez me garantisse um futuro melhor. Mas quando chegou a altura de preencher o boletim coloquei em segunda opção um politécnico de que nunca tinha ouvido falar numa cidade que nunca tinha visitado que calhou de ser opção porque era a única escola que tinha como específicas para o curso de comunicação social disciplinas que eu tinha para utilizar. Não foi uma escolha racional, foi simples paixão por isto que estou a fazer. Calhou de ser assim, acho que cada um de nós tem a sua história. Acabei o curso com um currículo aceitável, uma boa média, Erasmus nos Países Baixos e um estágio no maior evento de moda do país. Isto para pôr as coisas bonitas e compreensíveis. Quando comecei a procurar emprego descobri que ia ser muito difícil, eu não esperava que fosse fácil, mas como de uma forma ou de outra sempre consegui fazer o que queria sempre tive esperança. Mas depois descobri que não serve de nada ter esperança ou princípios. Quando arranjei um emprego aprendi que ter um emprego não é tudo.
É este o estado do nosso país. Dizem-nos que devemos estudar para depois não construir nenhum tipo de apoio a licenciados. Eu inscrevi-me no centro de emprego e nunca mais ouvi falar deles. Neste país o que se valoriza num empregado? É o conhecimento? É a experiência? É a aparência? É o quê afinal? O que é que um licenciado tem de fazer para arranjar trabalho? Pelos vistos ser fodido.
É óbvio que me chateia. Me desilude. Me deixa menos feliz com uma realidade tão cruel que chega a ser ridícula.
Há coisas que me deixam mesmo possessa. Agora o simples facto de entrar numa loja de roupa deixa-me irritada e eu delirava com os saldos. Até há bem pouco tempo eu não sabia que as meninas que lá estão a dobrar quando a loja fecha ainda têm meia hora, uma hora, duas horas de trabalho pela frente para dobrar a roupa toda. Essas horas na maioria das lojas não são pagas. Eu tenho de entrar antes da hora, sair depois da hora e sorrir o dia inteiro. Trabalhar de graça enoja-me. Não me venham com tretas que temos que nos esforçar e ser bons empregados. Não estou a ser mal agradecida, nem exigente, estou a ser justa. Sou mal paga, trabalho fora de horas, abdico de ter uma vida. Contudo assim que eu deixar o meu trabalho outra irá aparecer para o ocupar. Neste país inteiro existem centenas, milhares de pessoas a trabalhar nestas condições, a sujeitar-se.
Como muitos de nós licenciados se sujeitam a estágio após estágio após estágio… Não acho justo, porque não é justo. As entidades empregadoras queixam-se dos encargos que um empregado traz, as despesas, mas eu não conheço um só empregado que seja mais rico que o patrão. Alguém conhece? É um país de tios patinhas, de invejosos. Não percebo como só o Alentejo está recheado de comunistas.
Ando chateada com isto, estou a dobrar os lotes de roupa e a pensar nestas coisas. Sinto-me péssima, sinto que de alguma forma faço parte de uma conspiração que só lixa os mais pobres. Mas lá está, também eu tenho de me sujeitar a algo que é contra os meus princípios. Também eu sou cobarde. Não estou deprimida, não desisti da vida, mas não é isto que quero para mim e enquanto não mudar não me posso calar, não me vou contentar. É só isso. Não estou a pensar que o mundo é cinzento, nem a preto a branco. Para mim o mundo será sempre colorido. Mas não posso ter um bom emprego neste país? O estado tem de comer quase um quinto do MEU miserável salário? Porque é que se queixam de falta de mão-de-obra qualificada se muitos licenciados estão esquecidos e nem para os números do desemprego contam? Que não haja nenhuma logística entre as três companhias de autocarro que fazem a viagem entre Braga e Vila Verde e que põem os autocarros a sair quase às mesmas horas para depois só passado uma ou duas horas teres um autocarro novamente, vá, é idiota mas ainda se compreende. Mas estamos a falar de um país civilizado que fecha os olhos a tudo o que não convém ver. Um país inteiro que foi abanando a cabeça e silenciando tudo o que não convinha dizer. O Salazar morreu há muito tempo. A escravatura devia estar no passado. O problema não é a crise, nem a gripe A, nem os casamentos entre homossexuais, o problema vem de longe é estrutura, logística e coerência. Três coisas que faltam no nosso país. Acima de tudo isto respeito. Porque se para poder Viver tenho de mudar de país então algo está verdadeiramente errado.
Thursday, December 17, 2009
A Quinta Da Andreia
Label
She Heart
Personalidade
Eu estou entre as pessoas que recordam a infância com muito carinho. Em geral consigo olhar para trás e encontrar momentos positivos ou que pelo menos resultaram em algo positivo. Mudei. Cresci. Ganhei hábitos. Perdi defeitos e qualidades. Ganhei traços profundos, gestos e manias. Acho que se me tivessem dito que a minha vida ia ser assim não teria acreditado. Se me dissessem na pessoa que me tornaria não conseguiria imaginar. Recordo as pessoas que conheci, aquelas que deixaram uma impressão, aquelas passaram, aquelas que magoaram, aquelas que ficaram. Penso nas brincadeiras no recreio durante a primária. No período estranho que foi a adolescência. Recordo as primeiras aventuras, roubar castanhas no campo do vizinho, ir com os meus primos com as cabras da Fátima do Ferreiro para o monte, a minha prima à janela enquanto eu apanhava sozinha o autocarro para uma escola em que não conhecia ninguém, as primeiras paixões, mentir para ir para o Moinho Verde de tarde, viajar, mudar-me para Setúbal, Erasmus, os passeios de bicicleta, sentir pela primeira vez um gosto que me soube a traço próprio: independência. Recordo as amizades que fiz, os irmãos para a vida que tive de deixar tão longe agora. Recordo que há um ano atrás amanhã seria um dia diferente e para mim melhor, porque vocês estavam lá. Sinto muitas saudades vossas e acho que é por isso que esta vida não me parece a minha. É isto que esta data me tem feito pensar, já me orgulhei mais de mim.
Hoje conheci uma senhora que devia ter os seus setenta anos, pediu-me ajuda para escolher uma prenda para uma amiga. Jornalista durante décadas, 12 obras publicadas e eu ouvi-a e não fui capaz de dizer que estudei Comunicação Social, que já quis muito ser jornalista, que já tinha imaginado a minha vida como a dela. No final ela disse-me menina, queria tanto dar-lhe um livro. Achei o gesto muito bonito, a atitude de agradecimento quando eu só estava a fazer o meu trabalho. Disse-lhe que não precisava, mas ela insistiu. Amanhã mando aqui alguém trazer-lhe o livro. Como se chama? E antes de sair, estava eu a dobrar um lote ela disse Andreia. Não me vou esquecer.
Podia trabalhar como funcionária o resto da minha vida, tem-me corrido bem, apesar de não me adaptar ao ambiente de trabalho. Os clientes, alguns deles, apreciam o meu atendimento, valorizam a minha opinião no que toca a combinar camisas e casacos. Eu podia, se quisesse alguma estabilidade, simplesmente habituar-me a isto. Contentar-me. Mas não estou a ser mal-agradecida quando digo que não é suficiente. Não é suficiente quando podemos ser mais, podemos melhores, podemos ser tudo o que quisermos desde que estejamos dispostos a esse ponto. Eu acredito que somos o que queremos. Não é suficiente se não é o que quero. Sou mimada a esse ponto, espero que tu também.
Bem, já escrevi muito e o soninho já me chama… Queria dar os parabéns à Telma por ser uma cabra e ir passar a passagem de ano à Madeira. Queria mandar beijinhos a todos os meus amigos que lerem isto (sinto saudades) e os que não o são e se deram ao trabalho de ler mando um obrigada sincero. E, Ricardo, até amanhã.

Hoje conheci uma senhora que devia ter os seus setenta anos, pediu-me ajuda para escolher uma prenda para uma amiga. Jornalista durante décadas, 12 obras publicadas e eu ouvi-a e não fui capaz de dizer que estudei Comunicação Social, que já quis muito ser jornalista, que já tinha imaginado a minha vida como a dela. No final ela disse-me menina, queria tanto dar-lhe um livro. Achei o gesto muito bonito, a atitude de agradecimento quando eu só estava a fazer o meu trabalho. Disse-lhe que não precisava, mas ela insistiu. Amanhã mando aqui alguém trazer-lhe o livro. Como se chama? E antes de sair, estava eu a dobrar um lote ela disse Andreia. Não me vou esquecer.
Podia trabalhar como funcionária o resto da minha vida, tem-me corrido bem, apesar de não me adaptar ao ambiente de trabalho. Os clientes, alguns deles, apreciam o meu atendimento, valorizam a minha opinião no que toca a combinar camisas e casacos. Eu podia, se quisesse alguma estabilidade, simplesmente habituar-me a isto. Contentar-me. Mas não estou a ser mal-agradecida quando digo que não é suficiente. Não é suficiente quando podemos ser mais, podemos melhores, podemos ser tudo o que quisermos desde que estejamos dispostos a esse ponto. Eu acredito que somos o que queremos. Não é suficiente se não é o que quero. Sou mimada a esse ponto, espero que tu também.
Bem, já escrevi muito e o soninho já me chama… Queria dar os parabéns à Telma por ser uma cabra e ir passar a passagem de ano à Madeira. Queria mandar beijinhos a todos os meus amigos que lerem isto (sinto saudades) e os que não o são e se deram ao trabalho de ler mando um obrigada sincero. E, Ricardo, até amanhã.
Thursday, December 10, 2009
A Quinta Da Andreia
Grinch
Antes de mais peço desculpa por não ter postado na passada quinta. Sorry!
Quem me conhece sabe que este é o meu mês preferido. Eu adoro o mês de Dezembro. Este ano não me sinto assim. Este ano não faço contagem decrescente para o meu aniversário. Não planejo a minha única festa do ano. Não me importa de receber um candeeiro de prenda de Natal. Não há pinheirinho na sala ainda, nem as luzes a piscar no escuro. Este ano este mês não tem tanto significado. Acho que é porque não me sinto mais uma criança. Talvez porque não seja mais uma criança.
Hoje apercebi-me de como estou mudada, como me deixei convencer de tantas coisas más e deixei toda a minha inocência desaparecer. Eu acreditei em tanto, agora acredito em muito pouco. Gostava de ser a mesma adolescente que se sentia capaz de mudar o mundo, de enfrentar tudo, de realizar tudo. E acho que é por isso que hoje calcei as All Stars apesar de ter ficado com os pés gelados. Telminha, estou a precisar da tal road trip.
O mundo dos adultos não tem nada de atractivo a não ser ter dinheiro no banco.
Estou desiludida com o mundo, com a vida e principalmente comigo. Imaginei algo diferente.
Este ano invés de ver o Natal a vermelho e dourado vejo enormes cifrões… Estou a trabalhar na Benetton e ajudo muitas vezes a escolher as prendas de Natal e não raras vezes ouço comentários do género ah, não, isso é muito para ele, tem de ser mais alguma coisa senão fica mal, não tem esse modelo mas a dizer 'Benetton' na frente, agora arranje-me uma coisa mais baratinha para outro… Nunca me tinha apercebido que damos um valor ao apreço que temos pelos outros. A Benetton é o meu Grinch, roubou-me o Natal…
Uma música para recordar tempos em que se faziam viagens até Sines, comiam-se farturas de chocolate, dormia-se em grupo, nadava-se em correntes de água quente em Porto Côvo e via-se Lura ao vivo…
Antes de mais peço desculpa por não ter postado na passada quinta. Sorry!
Quem me conhece sabe que este é o meu mês preferido. Eu adoro o mês de Dezembro. Este ano não me sinto assim. Este ano não faço contagem decrescente para o meu aniversário. Não planejo a minha única festa do ano. Não me importa de receber um candeeiro de prenda de Natal. Não há pinheirinho na sala ainda, nem as luzes a piscar no escuro. Este ano este mês não tem tanto significado. Acho que é porque não me sinto mais uma criança. Talvez porque não seja mais uma criança.
Hoje apercebi-me de como estou mudada, como me deixei convencer de tantas coisas más e deixei toda a minha inocência desaparecer. Eu acreditei em tanto, agora acredito em muito pouco. Gostava de ser a mesma adolescente que se sentia capaz de mudar o mundo, de enfrentar tudo, de realizar tudo. E acho que é por isso que hoje calcei as All Stars apesar de ter ficado com os pés gelados. Telminha, estou a precisar da tal road trip.
O mundo dos adultos não tem nada de atractivo a não ser ter dinheiro no banco.
Estou desiludida com o mundo, com a vida e principalmente comigo. Imaginei algo diferente.
Este ano invés de ver o Natal a vermelho e dourado vejo enormes cifrões… Estou a trabalhar na Benetton e ajudo muitas vezes a escolher as prendas de Natal e não raras vezes ouço comentários do género ah, não, isso é muito para ele, tem de ser mais alguma coisa senão fica mal, não tem esse modelo mas a dizer 'Benetton' na frente, agora arranje-me uma coisa mais baratinha para outro… Nunca me tinha apercebido que damos um valor ao apreço que temos pelos outros. A Benetton é o meu Grinch, roubou-me o Natal…
Uma música para recordar tempos em que se faziam viagens até Sines, comiam-se farturas de chocolate, dormia-se em grupo, nadava-se em correntes de água quente em Porto Côvo e via-se Lura ao vivo…
Thursday, November 26, 2009
A Quinta Da Andreia
Label
Freddy Mercury,
Lady GaGa,
She Heart,
The Muppet Show
GaGa
Os dias têm passado tão depressa e todas as semanas me surpreendo quando chega a quarta-feira e penso amanhã tenho de escrever para o blogue do Ricardo. E nunca sei sobre o que escrever, ainda me estou a habituar a tudo isto, a divagar.
Vou começar pelo pensamento que tenho consolidado ultimamente: ninguém trabalha porque quer. Quando se trabalha não temos tempo para fazer as melhores coisas. Quando não se trabalha não temos dinheiro. Quando se trabalha estamos muito cansados para tudo. E quando não se trabalha nem nos lembramos de coisas que queremos fazer. O meu outro raciocínio é que um azar nunca vem só. Isto de dobrar roupa a sorrir deixa-me muito tempo para pensar.
Coisas mais leves agora… Hoje estreia na TVI a série Ex com a Grace da série Will & Grace ainda não vi, mas parece-me ser boa. Ultimamente tenho visto The Good Wife e White Collar. A primeira sobre Alicia mulher de um político corrupto e adúltero que vive um drama muito semelhante ao de Hillary Clinton, o marido de Alicia é preso e ela volta a exercer advocacia. Já White Collar é sobre um criminoso que se junta ao FBI para atenuar a sua pena. Vá, a minha resistência ao sono está ideal para ver séries, acho que não aguentava um filme.
Hoje faz também 18 anos da morte de Freddy Mercury e então uma homenagem aos Queen… Porque a minha geração sabe quem são os Queen e sabe que Radio Ga Ga não é uma música da Lady GaGa.
Vê até ao final. Eu apareço. ;)
Visita o site do Nuno para ficares a conhecer o trabalho dele.
Os dias têm passado tão depressa e todas as semanas me surpreendo quando chega a quarta-feira e penso amanhã tenho de escrever para o blogue do Ricardo. E nunca sei sobre o que escrever, ainda me estou a habituar a tudo isto, a divagar.
Vou começar pelo pensamento que tenho consolidado ultimamente: ninguém trabalha porque quer. Quando se trabalha não temos tempo para fazer as melhores coisas. Quando não se trabalha não temos dinheiro. Quando se trabalha estamos muito cansados para tudo. E quando não se trabalha nem nos lembramos de coisas que queremos fazer. O meu outro raciocínio é que um azar nunca vem só. Isto de dobrar roupa a sorrir deixa-me muito tempo para pensar.
Coisas mais leves agora… Hoje estreia na TVI a série Ex com a Grace da série Will & Grace ainda não vi, mas parece-me ser boa. Ultimamente tenho visto The Good Wife e White Collar. A primeira sobre Alicia mulher de um político corrupto e adúltero que vive um drama muito semelhante ao de Hillary Clinton, o marido de Alicia é preso e ela volta a exercer advocacia. Já White Collar é sobre um criminoso que se junta ao FBI para atenuar a sua pena. Vá, a minha resistência ao sono está ideal para ver séries, acho que não aguentava um filme.
Hoje faz também 18 anos da morte de Freddy Mercury e então uma homenagem aos Queen… Porque a minha geração sabe quem são os Queen e sabe que Radio Ga Ga não é uma música da Lady GaGa.
Vê até ao final. Eu apareço. ;)
Visita o site do Nuno para ficares a conhecer o trabalho dele.
Thursday, November 19, 2009
A Quinta Da Andreia
O Fabuloso Destino Da Andreia
Esta semana passou a correr… E tenho o pressentimento ou o desejo de que as próximas também serão assim. Pelo menos está a chegar o Natal, é a minha altura do ano preferida. Na montra da Benetton tem um pinheiro enfeitado com camisolas e casacos em malha de várias cores pendurados em cabides, está mesmo giro… as crianças quase entram na montra para tocar. Esta altura do Natal deixa-me com a ilusão de que existe magia e os sonhos se realizam… tudo é possível. Se ainda não te sentes assim sugiro um filme. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Não é à toa que está entre os melhores filmes de sempre, da história, à banda sonora, à fotografia. É o meu filme preferido e ouço a banda sonora vezes sem conta…
Sempre que me deito no escuro a ouvir esta música sinto o piano tocar ao ritmo do meu pulso.
Se ainda não viste, vê. Se ainda não ouviste, ouve. Se ainda não sorriste, sorri.
Esta semana passou a correr… E tenho o pressentimento ou o desejo de que as próximas também serão assim. Pelo menos está a chegar o Natal, é a minha altura do ano preferida. Na montra da Benetton tem um pinheiro enfeitado com camisolas e casacos em malha de várias cores pendurados em cabides, está mesmo giro… as crianças quase entram na montra para tocar. Esta altura do Natal deixa-me com a ilusão de que existe magia e os sonhos se realizam… tudo é possível. Se ainda não te sentes assim sugiro um filme. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Não é à toa que está entre os melhores filmes de sempre, da história, à banda sonora, à fotografia. É o meu filme preferido e ouço a banda sonora vezes sem conta…
Sempre que me deito no escuro a ouvir esta música sinto o piano tocar ao ritmo do meu pulso.
Se ainda não viste, vê. Se ainda não ouviste, ouve. Se ainda não sorriste, sorri.
Thursday, November 12, 2009
A Quinta Da Andreia
Label
She Heart
Candy
Esta semana estava a folhear a edição da Lux com a melhor e mais relevante notícia da semana para mim, a Júlia Pinheiro está preparada para receber a vacina da gripe A. Portugal pode suspirar de alívio.
Na mesma revista cruzei-me com uma entrevista da Scarlett Johansson em que ela dizia que a melhor sensação do mundo é a de quando nos estamos a apaixonar. Fez-me pensar, concordar. Quando a paixão surge, quando nasce, não há nada igual.
Aquele início em que cada mensagem faz a diferença, cada olhar nos faz sonhar, cada toque por mais inocente se torna em algo tão forte, tão importante. Um amor começa incerto e frágil apesar da intensidade com que sentimos a paixão. E não acontece todos os dias. Mas no dia a dia existem detalhes que nos fazem sentir bem, que nos deixam felizes. Não são só pessoas, são vestidos dourados da Mango, são piadas, são músicas que tornam os dias de chuva agradáveis, são cheiros que me recordam de tardes de mar, são cães que abanam o rabo quando passo, são sorrisos entre caras de angústia na rua, são sensações… Mas não é paixão e isso já nem sei bem o que é.
Passo o dia a fazer algo que odeio, chego a casa sem forças para fazer as coisas que gosto e por muito que me diga que é temporário… tenho saudades de estar apaixonada. Tenho saudades de tudo ter significado e nada ter importância quando o telefone toca e é aquele nome que aparece. Tenho vontade de não pensar e sentir só…
Esta semana saiu o mais recente livro do Nicholas Sparks, chama-se A Melodia do Adeus e para quem gosta do autor vale a pena. Se ainda não viste o nono episódio da terceira temporada de Gossip Girl, vou estragar-te a surpresa de ver a Hillary Duff numa ménage a trois. E por último uma música do Paolo Nutini, podes ver e ouvir em baixo: Candy.
Esta semana estava a folhear a edição da Lux com a melhor e mais relevante notícia da semana para mim, a Júlia Pinheiro está preparada para receber a vacina da gripe A. Portugal pode suspirar de alívio.
Na mesma revista cruzei-me com uma entrevista da Scarlett Johansson em que ela dizia que a melhor sensação do mundo é a de quando nos estamos a apaixonar. Fez-me pensar, concordar. Quando a paixão surge, quando nasce, não há nada igual.
Aquele início em que cada mensagem faz a diferença, cada olhar nos faz sonhar, cada toque por mais inocente se torna em algo tão forte, tão importante. Um amor começa incerto e frágil apesar da intensidade com que sentimos a paixão. E não acontece todos os dias. Mas no dia a dia existem detalhes que nos fazem sentir bem, que nos deixam felizes. Não são só pessoas, são vestidos dourados da Mango, são piadas, são músicas que tornam os dias de chuva agradáveis, são cheiros que me recordam de tardes de mar, são cães que abanam o rabo quando passo, são sorrisos entre caras de angústia na rua, são sensações… Mas não é paixão e isso já nem sei bem o que é.
Passo o dia a fazer algo que odeio, chego a casa sem forças para fazer as coisas que gosto e por muito que me diga que é temporário… tenho saudades de estar apaixonada. Tenho saudades de tudo ter significado e nada ter importância quando o telefone toca e é aquele nome que aparece. Tenho vontade de não pensar e sentir só…
Esta semana saiu o mais recente livro do Nicholas Sparks, chama-se A Melodia do Adeus e para quem gosta do autor vale a pena. Se ainda não viste o nono episódio da terceira temporada de Gossip Girl, vou estragar-te a surpresa de ver a Hillary Duff numa ménage a trois. E por último uma música do Paolo Nutini, podes ver e ouvir em baixo: Candy.
Thursday, November 5, 2009
A Quinta Da Andreia
Label
She Heart
Dinero

A economia de um país de uma forma rudimentar assemelha-se à economia individual, por exemplo quando não temos dinheiro pedimos emprestado a outro indivíduo ou instituição. A dívida externa dos Estados Unidos da América praticamente duplicou após a governação de Bush, ou seja o dinheiro que devem a outros países. Actualmente o valor da dívida ultrapassa os 9 triliões. Valor impossível de pagar a curto prazo e complicado de gerir a longo prazo. Assim, se não se produzirem mudanças daqui a alguns anos a situação dos EUA será irreversível. Para já a susceptibilidade dos EUA em relação a países como a China já surte efeitos… Imagine que a China decide pedir a devolução do dinheiro facultado. A economia dos EUA ruiria. Por isso, em Outubro, quando Dalai Lama visitou os EUA, pela primeira vez em 18 anos, não foi recebido pelo presidente do país. Por isso se cede na luta pelos direitos humanos na China e se olha para o lado quando a ditadura faz o que quer e o que bem entende. O dinheiro é a verdadeira arma de arremesso entre países.
O problema central da economia é gastarmos mais do que temos… Por isso, poupa sempre e tudo o que puderes. Conselho de amiga!
O problema central da economia é gastarmos mais do que temos… Por isso, poupa sempre e tudo o que puderes. Conselho de amiga!
Thursday, October 29, 2009
A Quinta Da Andreia
Label
She Heart
Heartcore
Olá!
Sou a Andreia e sou a primeiríssima convidada especial do AtBGO… e como quem chega primeiro, chega primeiro e pronto, assumo o trono com muita honra e vaidade e venho usar a coroa todas as quintas-feiras.
Porquê a quinta-feira? Em memória de uma quinta-feira de Dezembro de 2006. Há noites assim. Vou falar-te dessas noites, das manhãs de inverno, de chávenas de capuccino, de filmes, de viagens, de países, de sonhos, de séries de tv, de música, da Sia, de livros, de chocolate, de rapazes, de raparigas, de amigas, de dias de praia, de vestidos da Mango, de política, de economia, de justiça, de liberdade, da novela da noite, de histórias, de todas as pequenas coisas que nos definem no dia-a-dia, que me definem. Acima de tudo, qual rainha tirana, vou escrever sobre o que me apetecer. E não adianta fazer biquinho porque eu reconheço uma birra a quilómetros de distância.
Esta semana quero deixar-te uma parábola indiana que a minha amiga Tatchy me recordou há uns dias atrás…
Um rapaz muito infeliz recorre ao seu mestre e pede-lhe um conselho, o mestre reconforta-o e diz-lhe isso passa. No final entrega-lhe um papel para abrir quando sentir uma felicidade extrema. A tristeza passou, o rapaz alcançou a felicidade e entusiasmado abriu o papel que o mestre lhe tinha entregue, nele estava escrito isso também passa.
A vida é isto, momentos bons e maus e todos eles passam…
Sou a Andreia e sou a primeiríssima convidada especial do AtBGO… e como quem chega primeiro, chega primeiro e pronto, assumo o trono com muita honra e vaidade e venho usar a coroa todas as quintas-feiras.
Porquê a quinta-feira? Em memória de uma quinta-feira de Dezembro de 2006. Há noites assim. Vou falar-te dessas noites, das manhãs de inverno, de chávenas de capuccino, de filmes, de viagens, de países, de sonhos, de séries de tv, de música, da Sia, de livros, de chocolate, de rapazes, de raparigas, de amigas, de dias de praia, de vestidos da Mango, de política, de economia, de justiça, de liberdade, da novela da noite, de histórias, de todas as pequenas coisas que nos definem no dia-a-dia, que me definem. Acima de tudo, qual rainha tirana, vou escrever sobre o que me apetecer. E não adianta fazer biquinho porque eu reconheço uma birra a quilómetros de distância.
Esta semana quero deixar-te uma parábola indiana que a minha amiga Tatchy me recordou há uns dias atrás…
Um rapaz muito infeliz recorre ao seu mestre e pede-lhe um conselho, o mestre reconforta-o e diz-lhe isso passa. No final entrega-lhe um papel para abrir quando sentir uma felicidade extrema. A tristeza passou, o rapaz alcançou a felicidade e entusiasmado abriu o papel que o mestre lhe tinha entregue, nele estava escrito isso também passa.
A vida é isto, momentos bons e maus e todos eles passam…
Wednesday, October 28, 2009
Sunday, March 22, 2009
Unicórnio
Label
She Heart

Andreia Martins
Subscribe to:
Posts (Atom)