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Oh oh oh...
A-DO-REI.
As palavras e a forma como as perspectivamos, são um dos processos artísticos mais interessantes de se admirar.
É na comunicação e na desconstrução semiótica da mesma, que muitas vezes encontramos a criação mais pura, o artista mais concludente, a identificação mais directa.
O universo Americano Musical está repleto de wannabees, bandas formadas em clubes, sem identidade, sem cheiro próprio, sem alguém que consiga personificá-las e torná-las um pouco mais eternas.
Os The Killers surgiram nessa corrente contra-rock pós-adolescente, mas podiam ter morrido ali mesmo, com aquele refrão I heard that you had a boyfriend who use to be a girlfirend. Mas singles como Smile Like Your Mean It ou All These Things I’ve Done vieram avisar o que hoje já é uma confirmação: os The Killers são uma das maiores bandas, à escala mundial, da nossa década.
Sam’s Town foi a confirmação cheia de riffs. O álbum a fazer lembrar os grandes épicos do rock, como Bruce Springsteen, e a deixar patente na história da música esse clássico (sobre o que é estar verdadeiramente apaixonado), como é Read My Mind.
Mais do que os Green Day, os The Killers souberam sempre actualizar-se, acompanhar tendências, evoluir sob o seu próprio conceito e foi sempre o vocalista, Brandon Flowers, que sempre representou essa imagem de marca.
Essa mente visionária, essa energia que é passada ao vivo, a confusão de metáforas pelas quais nos vamos apercebendo à medida que interpretamos as letras, a essência da matéria que escorre por entre as mesmas. Essa perfeição que é podermos descobrir a nossa realidade numa frase perdida, numa canção qualquer.
Já se tinha percebido que Flowers queria perseguir um caminho mais pop e não tão masculino como o álbum Day & Age, um verdadeiro êxito de vendas, nos tinha mostrado.
Por isso e para poder extravasar a sua personalidade, sem por em causa aquilo que os The Killers são, decidiu escrever Flamingo, o seu primeiro álbum a solo.
Primeiro estranha-se, depois cola-se, degusta-se, apaixona-se. Como se aquelas palavras fossem só nossas, só a nós pertencessem, por direito e as batidas nos completassem.
Flowers tem essa virtude e ele sabe.
Como se já o conhecêssemos e pudéssemos partilhar com ele os pecados mais íntimos, os desejos mais recônditos.
Para fazer este álbum, Brandon foi buscar Stuart Price, que já tinha trabalhado em Day & Age (produziu o single Human) e mais recentemente responsável pelo último trabalho de Kylie Minogue, entre outros.
E se para Flowers, foi estranho trabalhar sozinho em estúdio; para nós, também é estranho ouvi-lo sem companhia.
Os temas, não têm aquele empowerment que qualquer tema dos The Killers possui e nos apetece correr durante meia-hora a suar em bica.
Mas sentimo-nos muito mais próximos do artista, as letras são mais sinceras, mais escorreitas, como se Flowers finalmente dissesse tudo o que sempre quis dizer, mesmo que isso signifique ser um pouco romântico. Mesmo que o álbum queira representar aquilo que se sente, quando se vive em Las Vegas.
Crossfire, o primeiro single, é das melhores músicas que correm em algumas playlists nacionais e frases como And our dreams will break the boundaries of our fears, certamente merecem ser ouvidas.
O segundo single a ser lançado em Dezembro, Only The Young, mais comercial, com Flowers sempre a relembrar-nos o poder que a idade tem e como o tempo pode acabar com ela. Com uma batida genial, uma construção métrica perfeita e nós a sonharmos. Novamente.
O dueto Hard Enough com Jenny Lewis dos Rilo Kiley, é outra das preciosidades. E a forma haromoniosa como a voz de Jenny foi aqui colocada, é sublime.
Temos ainda as músicas mais rock & roll como Sallow It (genial, com uma vibe que nos faz vibrar) ou Was It Something ISaid?.
Mas é nos momentos mais calmos que Flowers surpreende.
Primeiro em Playing With Fire, um épico à espera de ser encontrado e depois On the Floor.
Aquilo que mais sentimos ao ouvir este disco, principalmente se formos fãs dos The Killers, é que parece que Flowers gravou o disco especialmente para nós, como se soubéssemos o que pensa ou o quer ver reflectido. E é de facto de grande relevância podermos apaixonarmo-nos completa e profundamente e entrar no mundo de um artista que tem tanto, tanto para ser explorado.
I’ve got this burning belief in salvation and love...
Vejam Susana Vieira, a Diva que personifica Lara [Romero], entrar na fonte e homenagear uma terceira Diva, Anita Ekbert, na famosa sequência da Fontana de Trevi em 'A Doce Vida'. A temperatura da água estava a doze graus, mas foi só Susana entrar e subiu imediatamente para quarenta... E já estava fervendo quando ela saiu... Pois Diva é assim, por onde uma delas passa tudo pega fogo!
Sexta, sábado e domingo; acompanhei-os num fim-de-semana romântico, com passagem por Óbidos, Tomar e Porto. Já passavam das 15h00 de sexta-feira (1 de Outubro) quando dois Mercedes Benz arrancaram do Hotel Tivoli, em Lisboa, rumo à pequena vila medieval de Óbidos. Sem nunca largarem a mão um do outro, Susana e Sandro percorreram as ruas da vila até ao castelo, sempre comigo e os paparazzi atrás.
Seguimos para Tomar. A chegada foi regada com um bom vinho e uma refeição no restaurante Chico Elias, um dos mais famosos daquela cidade e do País. Depois de uma noite de repouso no Hotel dos Templários, seguiu-se a visita ao Castelo de Tomar e Convento de Cristo, onde tivemos a rara oportunidade de vislumbrar o topo da Charola, Património Mundial da UNESCO.
Ainda durante a tarde de sábado (dia 2), seguimos para a Invicta. No Porto, ficamos no Hotel Infante Sagres, onde ficaram também hospedados os U2, que horas antes tinham dado o primeiro de dois concertos em Coimbra. Para o jantar fomos até à foz, onde nos decidimos pelo restaurante Terra. Cinco estrelas – e o hotel também!
Com a noite chegou a chuva e o descanso merecido. Eu sei o que estão a pensar: mas ele está cansado de fazer o quê? Pois é. Hotéis, restaurantes, passeios… é tudo muito bonito, mas para que as coisas aconteçam é preciso que alguém as faça acontecer!
Domingo (dia 3), depois de um late breakfast, Susana Vieira mostrou o coração ao abrir os braços para abraçar o projecto de solidariedade do Hospital S. João do Porto e a sua mascote, o Joãozinho.Ainda antes do regresso a Lisboa, Susana deixou-se fotografar junto à zona ribeirinha do Porto. Strike a pose.
Podia, mas a história não acaba aqui. Segunda-feira (dia 4), foi dia de gravações no Penha Longa Hotel, em Sinta. Era o primeiro dia de gravações de Sandro, a sua estreia em novelas e televisão. A imprensa aderiu em peso: Marias, Anas e Marianas, estavam lá todas. As equipas de reportagem dos programas de entretenimento da SIC também. Almocei às 14h00, no bar da piscina do hotel. Bacon & eggs e um pão de queijo que não me sai da cabeça…
Eram 17h00 quando o último jornalista abandonou o local do crime. Estava morto. A SP tinha marcado um spa para a Susana e vim para casa… Susana e Sandro só foram embora na quinta-feira (dia 7) de manhã, mas a partir de terça-feira (5 de Outubro) foi a minha boss que passou a tratar da agenda da Diva.
Na terça-feira, fui tomar café com alguém que me deixou horas à espera e agora me ignora. Tudo bem. Enquanto esperei, ajudei uma senhora que desmaiou na Rua Garrett, em Lisboa. À noite, atravessei a 25 de Abril com o John e a Mary, para um jantar na nova casa da B. Que saudades que eu tinha de comer mud cake!
Entre relatórios e reuniões, o resto da semana passou num abrir e fechar de olhos. Aliás, Outubro passou tão depressa que nem dei por ele. Semanas preenchidas e fins-de-semana ainda mais; nunca a minha agenda esteve tão cheia! Mais isso é conversa para outros posts…
Voltando atrás, Susana Vieira vai lançar um disco com músicas que marcaram os seus 50 anos de carreira. A História de Lily Braun, tema principal da mini-série Cinquentinha, é uma delas. Durante o fim-de-semana que passei com ela, Susana deu-me a ouvir em primeira mão a sua versão e confesso que fiquei surpreso com o resultado.
Infelizmente, não fiquei com uma cópia para poder partilhar aqui mas não resisti em colocar a versão de Maria Gadú. Adoro.